Do Oriente veio o sopro e a memória,
Nas malas, o cedro e o sol de outrora,
Cruzaram o mar, mudando a própria história,
Pousando os pés onde a canoa mora.
O mascate, de voz firme e sedutora,
Abriu o mundo em fardos de vitória,
Fez da selva e da rua sua aurora,
Tecendo o tempo em fios de glória.
O quibe e o azeite à mesa brasileira,
Misturam-se ao cheiro da mangueira,
Num abraço de rio e de deserto.
O árabe aqui plantou sua raiz,
Fez-se alma de um povo mais feliz,
Com o coração no Longe e o braço no Perto.
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