O Vazio do Espelho
Minha vida é cega e minha vista é morta,
Não mais se abre a janela ou a porta.
O sol que toca a pele não me ilumina,
Na alma perdida reside a ruína.
O espelho me devolve a escura imagem,
De um viajante sem mapa nem bagagem.
O tato só encontra a fria parede,
E o eco da dor é o som que se cede.
Tudo que amei tornou-se um mero fantasma,
Neste vazio de pedra que me chama.
Busco o calor que nunca mais se informa,
E morro por dentro, seguindo a forma.
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