terça-feira, 4 de novembro de 2025

O Vazio do Espelho

 

O Vazio do Espelho

Minha vida é cega e minha vista é morta, 

Não mais se abre a janela ou a porta. 

O sol que toca a pele não me ilumina,

Na alma perdida reside a ruína.

O espelho me devolve a escura imagem, 

De um viajante sem mapa nem bagagem.

 O tato só encontra a fria parede, 

E o eco da dor é o som que se cede.

Tudo que amei tornou-se um mero fantasma,

 Neste vazio de pedra que me chama. 

Busco o calor que nunca mais se informa, 

E morro por dentro, seguindo a forma.

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