segunda-feira, 10 de novembro de 2025

O Canto do Um e de Veneno

Antes do som, havia o *Um —

tronando em trono de aurora,

só, coroado de fogo,

pensando o mundo em silêncio.


Dele fluíam rios de luz,

e cada raio era um pensamento vivo.

O ouro do seu palácio era tempo,

e o tempo, sua respiração.


Mas no fundo do abismo,

onde o eco não ousa descer,

se contorcia Veneno —

irmão esquecido, sombra do desejo.


Ele fitava a coroa ardente,

ansiando provar-lhe o poder;

mas toda vez que se ergueu do nada,

a mão do Um o lançou de volta à noite.


Então veio Luz Bela,

prisioneira no laço de trevas.

O Um desceu, por piedade,

e libertou-a da teia do horror.


E da união da chama e do brilho

nasceram os Quatro Imortais,

filhos do amor entre o dia e o alvorecer,

herdeiros da glória e da memória.


Diz-se que os elfos ouviram primeiro

o cântico de sua criação,

e os homens, ao acordar na relva,

choraram sem saber por quê.


Pois a guerra entre os irmãos não cessou,

nem cessará enquanto houver sombra.

Mas o Um, em seu trono de ouro,

mantém acesa a coroa.


E cada estrela é uma lembrança —

um fragmento de sua chama,

cantando em silêncio eterno

que a luz sempre vence o veneno.


*o Um, também chamado de O único pelos elfos, habitava em um trono cheio de luz, sentado em seu palacio feito de ouro, sozinho, e seu irmão, Veneno, morava em um abismo feito de trevas. E Veneno desejava se alimentar com o poder da coroa de fogo do um. E havia guerra entre os dois irmãos, mas o Um sempre jogava Veneno de novo no abismo. O Um tinha forma humanoide, e foi quem criou os homens e os elfos, e também os Quatro Imortais, que eram seus filhos com Luz bela, uma entidade mulher que ele encontrou na beira do abismo, e libertou do seu irmão, Veneno, que era um horrivel ser de corpo de aranha e rosto humanoide. 

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