© Gabriel de Ataide Lima. Todos os direitos reservados.
Depois que escurece
Ela veste suas roupas
Com o vento
No
azeite escuro
ela
Sobre roupas para o mar
O próprio mar
Em ilhas distantes,
sua voz
foi levada pelo vento
No perfume,
envolvida em sua fragrância,
a lua me chama
em sua forma nua.
Meu amado é feito de juncos,
e a tempestade me banha em perfume.
Na lua
branca
dos
teus lábiosos espelhossagrados do amor
teus lábios
os espelhos
sagrados do amor
reluzem!
Olhando para o vasto céu,
vejo a lua nascendo sobre
o teu corpo escuro e belo!
colhendo
a flor da chuva
a busca
por teu mel
boca
Querida
Da sua boca
Sua pequena vagina
Pisca de alegria
Sobre o sonho de amor dela,
a sua pequena vagina
parecida com um vulcão.
O sol escaldante daquela paisagem
Perto do mar
A lua flutuando no céu escuro da noite:
Brancura
Ela me envolve com
uma voz parecida
com a de uma centopeia.
Orgasmo
Mar apagado
borracha
sobre o papel
a flor vermelha.
O mar apagou
a flor vermelha do papel
com uma borracha.
Borboleta Negra,
o lirismo de uma
bela mulher africana
Lua branca
Gemido vermelho
Dela
Suas mãos,
nuas como a neve,
neve de corpo,
brancas,
bronzeadas,
mãos de prazer
O tempo passa
Em meio ao canto dos grilos
Ao ritmo do baiano
Na bossa nova brasileira
Silenciosamente
Navios
águas
passageiras
A beleza fugaz
das coisas:
o amanhecer