terça-feira, 1 de setembro de 2026

Corpo, culpa e vergonha

 Já não existem mais horas para mim,

 Eu que escrevo morto, eu que escrevo

Respirando os cactos do viver!


 A donzela que eu esperava veio

como um homem cheio de nuvens pálidas.

E os amores burguesas da homossexualidade

perseguiram o respirar do belo, do belo antigo.

  Morri serenamente, vivendo

dentro desse espelho pode chamado sociedade.


Os humanos são dignos de pena!

  Os deuses, se os há, são comediantes

adoradores da tragédia. 

  O Deus cristão segue tudo isso com olhos de mil pena.

Senhor, se perdoas a todos, porque não hás de perdoar a mim também?

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