O Monismo de Ainola
(Homenagem a
Jean Sibelius)
Na cripta do Setentrião, o som se liqüefaz,
Entre o basalto frio e o bico do abutre;
É o Panteísmo atroz que o gênio nutre,
Na simbiose ríspida em que a alma jaz.
Busca a "Luz" — esse fósforo das eras —
No sêmen das estrelas, no granito,
Esculpindo o silêncio do Infinito
Nas cordas de titânio das quimeras.
A "pureza" é o vácuo! A sinfonia
É a célula vibrando a agonia
De um sol que se resfria no Mar Báltico...
E o Maçom, no cinzel do som profundo,
Deglutiu o esqueleto deste mundo
Para erguer o seu Templo Geométrico e Ártico!
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