segunda-feira, 23 de junho de 2025

Lua, Cosmo, Nós

 Lua, Cosmo, Nós

No frio
imenso
onde a luz da lua
escorre sem pressa
por entre buracos negros,

sou um sopro.

No escuro
o cosmos não se apressa
e a estrela
morre
sem testemunhas.

Respiro
num planeta esquecido
por Deus e pelos cometas.

A lua me vê
sem olhos
e nada diz.

E eu,
nada sou.

Uma sílaba
errada
no poema
do Universo.

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