Lua, Cosmo, Nós
No frio
imenso
onde a luz da lua
escorre sem pressa
por entre buracos negros,
sou um sopro.
No escuro
o cosmos não se apressa
e a estrela
morre
sem testemunhas.
Respiro
num planeta esquecido
por Deus e pelos cometas.
A lua me vê
sem olhos
e nada diz.
E eu,
nada sou.
Uma sílaba
errada
no poema
do Universo.
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