domingo, 13 de janeiro de 2013

breve poema de improviso /

 esqueci a câmera 
diante de uma paisagem tão bela (consequências
de uma mente acostumada a guardar
imagens para si mesma),
onde a neblina espantosa
avança como um beijo sobre as árvores
verdíssimas em um morro que segura
em seus dentes de orvalho
duas torres de metal (rede de televisão, não?);
Então esse é o risco de se ir viajar
ao descobrir um mundo novo?
A insegurança da beleza
é ver casas tão debruçadas
a um barranco. E os céus
chuvosos dessa cidade, me desacostumaram
a visão de interiorano e caipira (ou eu sou o
o campo diante de prédios que são atacados por
flores tão raras pelo mundo
e por aqui são banalíssimas?).
Quantas perguntas tolas para se fazer diante dessa garoa
nobre, Sampa, eu não esperava tudo isso em minhas lembranças
E me arrepio com o teu verde: quanta esperança!

Nenhum comentário:

Postar um comentário