RISCO PARA A SEGURANÇA NACIONAL
O neon do quarto piscava em vermelho-alerta. Dalton encostou-a na parede fria.
— Você está sob custódia.
— Prefiro prisão domiciliar — ela riu, abrindo o zíper dele com os dentes. — Entre sem bater.
— Isso é alta traição.
— É inteligência pura.
Ele a suspendeu pelas coxas. O impacto foi um tratado de guerra rasgado.
— Algum segredo a confessar? — arquejou ele, fundo.
— Só um: você não aguenta dez minutos de interrogatório.
— Quer apostar a soberania?
— Quero que você invada o território.
O ataque foi frontal. Sem diplomatas, apenas o suor e o som de corpos colidindo como blindados. A pátria podia esperar; o prazer era urgente e clandestino.
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