VIAGEM DE UMA FÊNIX MÁGICA
Veio em setembro uma galinha
semelhante a uma taça de vinho derramando
uma estrela verde que estava
pingando no telhado de sua casa
igual um fantasma ou um demônio
de três chifres, mas um demônio
japonês que soubesse escrever
versos em coreano apócrifo.
Asas feitas de couro de ouro
vendidas por um cigano judeu
que entrou dentro do sol do
sertão apagando uma vela cristã
e o som da ave lamentosa era
uma canção gregoriana e então...
Houve aplausos... ruídos no meio
do terrível terremoto.
A humanidade despertou diante de
sua própria catástrofe e a terra
desolada criou um pequeno pé de
feijão que minha mãe cozinhou para
mim enquanto o sorvete do menino
derramava e o traveco na esquina
sorria para mim se oferecendo
no lugar do luar uma bússola e
as notas dignas de uma música clássica.
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