O sol de Andaluzia
não ilumina: pesa.
É cal que se deposita
sobre a pele, e a estanca.
O sexo é mineral.
Não o espasmo, mas a brita:
o atrito de duas pedras
que buscam, no seco, a faísca.
Vê-se a pornografia
pelo excesso de seu vácuo.
A imagem é carne frouxa;
o real é osso e impacto.
É um coito de arquitetos:
plano, ângulo, prumo.
Onde o corpo, sob o gesso,
se reduz ao próprio rumo.
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