A Onda de Ana
Ana nunca havia sentido tanto calor em uma galeria
de arte. A pintura de Hokusai, "A Grande Onda de Kanagawa", parecia
pulsar diante dela, os tentáculos azulados da espuma assumindo formas sinuosas,
quase vivas. Ela fechou os olhos por um segundo—e quando os abriu, já não
estava mais no museu.
A areia úmida grudava em suas costas nuas. O céu era
um roxo profundo, e as ondas não quebravam—se arrastavam em direção a ela,
feitas de corpos viscosos e brilhantes. Moluscos, polvos, criaturas sem nome
deslizando sobre sua pele com ventosas que sugavam e exploravam cada curva do
seu corpo. Um deles enrolou-se em sua perna, subindo devagar até encontrar o
calor entre suas coxas. Outro deslizou por seu pescoço, cuspindo um líquido
salgado em seus lábios entreabertos.
Ana arqueou as costas quando o primeiro jato quente
explodiu em sua boca, o sabor do mar inundando sua garganta. Mais vieram—na
buceta, nos mamilos inchados, nos dedos que tentavam, em vão, segurar algo
sólido. Ela era apenas carne oferecida àquela maré viva, e quando acordou, de
pernas trêmulas e a saia encharcada, a pintura ainda estava lá. Sorrindo.
Naquele dia, Ana comprou um pôster da onda. E um vibrador em forma de tentáculo.
O Encontro de Kim com Glum
A rua estava vazia quando Kim saiu do bar, suas
pernas tremiam de tanto desejo acumulado. A calcinha já estava encharcada, e
cada passo fazia sua bucetinha rosa e raspadinha latejar de necessidade. Ela
não escolhia—homens, mulheres, grupos, não importava. Só precisava de algo,
alguém, para aliviar o fogo que a consumia por dentro.
Foi então que uma sombra se moveu no beco. Não era
humana. Escorria como tinta derramada, formando um vulto negro e brilhante. Kim
sentiu um calafrio, mas não de medo—era tesão, puro e cru.
— Glum, sussurrou a criatura, sua voz um eco
viscoso.
Antes que ela pudesse responder, a gosma negra a
envolveu, penetrando-a por todos os lados. Sua buceta foi preenchida primeiro,
depois seu cu, sua boca—todas as entradas invadidas por uma textura gelada que
queimava como fogo. Glum não tinha forma fixa, então cada empurrão era uma nova
surpresa, uma nova posição. Kim gritou quando a criatura a levantou no ar,
enfiando nela com uma força que a fez ver estrelas.
Gozo negro jorrava dentro dela, quente e espesso,
até seu ventre começar a inchar visivelmente. Kim arqueava, babando, seus olhos
revirando de prazer. A última coisa que ela sentiu foi uma explosão final
dentro de seu útero antes de desmaiar, ainda tremendo de êxtase.
Quando acordou, horas depois, sua barriga ainda
estava quente e cheia. E Glum? Ele ainda estava lá, esperando pela próxima
rodada.
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