asfalto
moreno
teu suor
sobe liso
dos trilhos
cidade—exata
coxas de concreto
em fricção eterna
dos teus prédios
- me tocam
em pé
boca aberta beijos melancólicos de concretos
de luz
neon
me perco sem ti
entre teus braços
viadutos
és mulher sim és mulher trans sim que eu amo
sem noite:
insone quando acordo
teu ventre
ronca um beijo eterno
ônibus
desejo que seja eu e você
São Paulo,
ferida de amor
e bela
eu que te vejo
te atravesso
ofegante
f eliz !
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