Pedra quente
sob o sol
teu nome
arde
cidade—
quadril de areia
e vidro
caminhas
como nilo oculto
entre avenidas
teus olhos
obeliscos
silenciosos
no entardecer
teu corpo
é múmia viva
tempo
enfaixado
em luz
Campinas,
mulher antiga,
respiro
no deserto do agora
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