Veja,
como são belas
essas nuvens azuladas
de Campinas.
Parecem imensas ovelhas,
mas não se movem:
repousam
no hábito do céu.
Algodão comestível —
penso nisso
com uma seriedade quase infantil,
como se o olhar
pudesse provar
o que vê.
Há nelas
uma ordem caseira,
doméstica estrutura da beleza:
fofas, sim,
mas sustentadas
por uma arquitetura invisível.
Nada nelas é urgente.
Passam
como quem sabe
que será observado.
E a cidade, abaixo,
aprende por instantes
a ser leve
sem deixar de ser exata.
Nenhum comentário:
Postar um comentário