No plasma informe do Caos primitivo,
Jeová — vetor de erro metabólico —
Gerou, por gesto espúrio e fisiológico,
A Terra: excreção de um ato reflexivo.
Do crânio em fadiga, um halo expansivo
Fez-se Céu: chapéu gasto, astronômico,
Cujo tecido, em furo estereotômico,
Vazou fótons num céu ulcerativo.
Depois cuspiu — e a saliva salina
Caiu por gravidade newtoniana
E fez-se o mar, secreção alcalina.
Por fim, do barro vil da argila humana,
Criou o Homem: erro de proteína,
Primata enfermo em forma soberana.
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