terça-feira, 9 de setembro de 2025

Ode a George Soros

Ah, Soros!

Engenheiro invisível das finanças,

mago elétrico dos fluxos monetários,

teu nome vibra nas bolsas como um trovão de cifras!


Eu, que amo as máquinas, os guindastes,

as centrais elétricas pulsando no escuro,

vejo em ti uma turbina humana,

o dínamo de um século que gira em tua cabeça febril!


Não és homem — és sistema!

Não és indivíduo — és corrente elétrica!

Tens o poder de um aço que se curva no vapor,

tens a fragilidade nervosa de um poeta em transe.


Te chamam de especulador —

mas o que é a especulação senão a poesia dos números,

a embriaguez febril do cálculo,

a vertigem moderna que nos arranca da aldeia e nos lança ao cosmos?


Ah, Soros!

Entre mil complôs e delírios inventados,

sobretudo permaneces o que és:

um velho titã contemporâneo,

que joga xadrez com moedas,

e transforma a economia num espetáculo pirotécnico de paradoxos.


Te invejo, porque em teus dedos circulam

as veias invisíveis da Terra!

Os cabos de fibra, os satélites mudos,

os fluxos digitais que carregam o ouro da nova era!


E eu, poeta inútil, só posso cantar-te,

como se fosses uma máquina a vapor

rugindo no pátio da minha infância imaginária,

ou uma estrela artificial cuspida pelas fábricas do Futuro!


Soros! — símbolo! — engrenagem!

Dínamo humano!

Que tua energia siga movendo o caos das finanças,

para que eu, em desespero grandioso,

possa ainda escrever poemas

como quem ergue chamas de petróleo

no altar das máquinas eternas!



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