Mano, eu tenho um amigo... gigante. GORDO. Não 'plus size', não — ele é tipo dois caras e meio, só que sem o Charlie Sheen. Tipo, se ele tropeça, vira um desastre natural. E eu? Eu racho de rir com ele. Só eu. Ninguém mais. O cara senta numa cadeira de plástico e faz aquele barulho de ‘ai meu Deus, chama a engenharia civil!’ — e eu tô lá, morrendo. As pessoas olham tipo: ‘Isso é bullying.’ Eu falo: ‘Não! É amor... com gargalhada.’
Aí um dia eu falo pra ele:
— ‘Mano, você devia fazer stand-up. Juro. Se você subir no palco, eu vou!’
E ele olha pra mim, sem piscar, e solta:
— ‘Você vai ser o único. Só você e minha mulher. E ela só vai porque é contrato.’
E eu:
— ‘Pô, mano, que isso!’
E ele completa:
— ‘E ainda vou te devolver teu ingresso e pedir pra você ir embora. Porque se for pra ouvir risada solitária, eu fico em casa contigo.’
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