quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

O Rio da Minha Aldeia

 E assim aconteceu, um homem cansado de mentiras,

Não buscando mais consolo em laços poéticos,

Sua alma é um rio, escuro como a noite,

Rejeitado pela donzela, pele ébano e luz.


Ele vagou, condenado como os querubins de antigamente,

Talvez para descansar num navio, perdido e frio,

Vivo ou morto, nos braços de um estranho fascínio,

Só ele e sua quimera, um amor impuro.


Assim conta a história de uma alma à deriva,

Preso no meio de uma triste fenda,

Um homem amaldiçoado pelo tempo, assombrado pelo passado,

Em uma dança com a escuridão, destinada a durar.


As palavras de amor e liberdade causam grande fingimento.

Eles o chamaram, um pecador aos seus olhos,

Seus versos considerados obscenos, suas verdades disfarçadas,

Mas ele permaneceu firme, sua pena uma espada poderosa,


Sua voz é um farol em um mundo hostil.

Pois nas profundezas de sua alma poética,

Ele encontrou a graça de tornar o quebrado inteiro,

Suas palavras são um bálsamo, uma pomada curadora,


Para curar as feridas do ódio e reduzir a escuridão pela metade.

Então aprendamos com este bardo de outrora,

Para falar nossas verdades e abrir todas as portas,

Pois nas páginas da nossa própria história de vida,


Encontraremos a sabedoria para prevalecer.

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