E assim aconteceu, um homem cansado de mentiras,
Não buscando mais consolo em laços poéticos,
Sua alma é um rio, escuro como a noite,
Rejeitado pela donzela, pele ébano e luz.
Ele vagou, condenado como os querubins de antigamente,
Talvez para descansar num navio, perdido e frio,
Vivo ou morto, nos braços de um estranho fascínio,
Só ele e sua quimera, um amor impuro.
Assim conta a história de uma alma à deriva,
Preso no meio de uma triste fenda,
Um homem amaldiçoado pelo tempo, assombrado pelo passado,
Em uma dança com a escuridão, destinada a durar.
As palavras de amor e liberdade causam grande fingimento.
Eles o chamaram, um pecador aos seus olhos,
Seus versos considerados obscenos, suas verdades disfarçadas,
Mas ele permaneceu firme, sua pena uma espada poderosa,
Sua voz é um farol em um mundo hostil.
Pois nas profundezas de sua alma poética,
Ele encontrou a graça de tornar o quebrado inteiro,
Suas palavras são um bálsamo, uma pomada curadora,
Para curar as feridas do ódio e reduzir a escuridão pela metade.
Então aprendamos com este bardo de outrora,
Para falar nossas verdades e abrir todas as portas,
Pois nas páginas da nossa própria história de vida,
Encontraremos a sabedoria para prevalecer.
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