Eis que a lâmina de Nathan, em minha boca eu a coloquei,
Duro, puro, negro, escuro, eu abracei!
Eu engoli seu leite branco, sentindo o amor divino
E ainda os céus testemunham, sua pele angolana brilha
Ao longo dos tempos, a questão surge,
Do dele e do meu, das verdades e das mentiras
Na união das almas, na dança da luz
Nossas diferenças despertam ou desaparecem de vista
No tumulto da paixão, no choque das vontades
A espada de Natã preenche o vazio
Nas profundezas do desejo, no fogo da luxúria
Seu toque desperta, as cinzas em pó
Mas no mistério do amor, na emoção da perseguição
Nossas almas se entrelaçam, num abraço sem fim
Pois o caminho que percorremos é repleto de perigos
Mas nos braços um do outro, encontramos nosso estranho
Então vamos beber profundamente da taça do destino
Pois no fogo do nosso amor encontramos a nossa fé
E na espada de Nathan, encontramos nossa verdade
Pois na escuridão da noite, brilha a luz da juventude.
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