Eis que proclamamos as
palavras da sabedoria, que
traz em seu coração um nobre
sentimento patriótico, não por
terras ou reinos, mas pela língua que professa.
Como um profeta em sua jornada,
ele clama: "Minha pátria, verdadeira
e eterna, é a língua portuguesa.
Que não se abale meu ser se
invadem terras ou tomam
reinos, desde que não ultrajem minha essência."
Com ira justa e verdadeira,
ele revela seu único ódio, não aqueles que escrevem de forma débil, não aqueles que desconhecem
a sintaxe, não aqueles que
simplificam a ortografia.
Mas sim, à página mal escrita, como um ser desalmado, à sintaxe desvirtuada, como ser a ser corrigida, à ortografia sem seu elemento devidamente posto, como uma ofensa imperdoável.
Sim, pois que se saiba, a ortografia é também um ser, completo em suas letras e sons.
A palavra é plena, vista e ouvida em sua inteireza. É a beleza da transliteração greco-romana que envolve em sua majestade, tornando-a rainha soberana de seus domínios.
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