Não penso em você quando durmo.
Meus olhos se fecham, minhas mãos tremem,
de sonhos e luzes eu sei que seus olhos
também se fecharam na escuridão da noite.
Não penso em você quando durmo.
As estrelas brilham em cima e os telhados
cheios de teias de aranha, acompanham
a melodia do frio que chega com a manhã.
Não penso em você quando durmo.
Quando o desespero chega na cama
a voz se cala como uma azeitona
e a alma se torna um iceberg imenso,
branco, compacto, grande pelo fundo
(assim como o coração, que está de luto).
E mesmo assim, quando vou dormir,
enquanto não penso em você
(de nenhum jeito)
não me esqueço dos teus belos
olhos orientais
(aqueles oblíquos olhos negros).
Ai, quando durmo, durmo,
e caio num canto, surdo e mudo.
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