As asas de zumbido e os passos no mapa
A água subiu sem pedir licença às montanhas.
O nepal, de pedra e lama, suspende drones no ar
para que o arroz e o remédio voem
onde o pé do homem já não consegue pisar.
Pequenas aeronaves de zumbido mecânico
tentam remendar o fio partido da solidariedade.
Enquanto isso, noutra esquina do globo,
o mapa se mexe com passos de diplomacia.
Pisa firme,
aperta a mão de mais um aliado na mira
da grande engrenagem que nunca descansa.
E a gente fica aqui, lendo manchetes de jornal,
entre o zumbido do drone na encosta isolada
e a comitiva que cruza a fronteira oficial,
tentando entender para onde vai este mundo
que transborda em tragédia e protocolo.
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