Aqui jaz o jornal aberto, e no espelho meu rosto cansado examina as notícias de todo o Brasil: domingo chegou, sábado se foi. Amanhã, todos os dias, os dias se encontram. Tédio da existência, tédio de dormir e acordar, sonhar e beber… A manhã retorna involuntariamente e afoga tudo em meu peito. Agora, velho Walt Whitman barbudo, lembre-se de mim, longe do fim, proclama minha voz em sonhos e espelhos antigos, e tigres me perseguem ao lado de hipopótamos sonâmbulos. Em mim nascem todos os homens. Além disso, aqui está uma flor no seio de uma mulher, da qual me amamento extasiado até o fim.
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