Assisto à tela onde a matéria exulta
E o olho humano, em choque, se fascina:
A geometria sacra e uterina
Que na nudez de Elisa se suntuam!
São duas massas de beleza oculta,
Curva perfeita, hipnótica, divina,
Que a própria lei da carne determina
E o espanto cego dos sentidos insulta!
Diante das nádegas desse anjo impuro,
O pensamento dobra-se, maduro,
Louvando a forma desse espécime raro...
E o verme, que nos rói no lodo escuro,
Olhando o traço desse dorso puro,
Chora a miséria do seu próprio escarro!
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