terça-feira, 19 de maio de 2026

O Triunfo de Elisa


Assisto à tela onde a matéria exulta

E o olho humano, em choque, se fascina:

A geometria sacra e uterina

Que na nudez de Elisa se suntuam!

São duas massas de beleza oculta,

Curva perfeita, hipnótica, divina,

Que a própria lei da carne determina

E o espanto cego dos sentidos insulta!


Diante das nádegas desse anjo impuro,

O pensamento dobra-se, maduro,

Louvando a forma desse espécime raro...

E o verme, que nos rói no lodo escuro,

Olhando o traço desse dorso puro,

Chora a miséria do seu próprio escarro!

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