Os poetas de hoje
não falam,
estão mudos
como estátuas cegas.
Alguém, alguém,
por favor.
Sairam com um
cavalo...
Os poetas de hoje
não enxergam mais nada.
Não choram nuvens,
nem cantam ursos.
A faca, a faca
que cortou o coração
não foi achada.
E a morte, cruel e encapuzada
saiu pelas alamedas
montada em um cavalo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário