Os estudantes do norte
trazem o ar do vinho
e pelos campos floridos
os corações sulistas choram.
Lá do outro lado cantam
velhos indios adormecidos.
E ciganos de bares escuros
fecham a oito e meia suas lojinhas.
Existo no largo um insone
crocodilo amarelo deitado
buscando companhia dos peixes
azulados de rios profundos e mares velhos.
Os estudantes do norte
com canetas cor de cobre
correm a beira do ar
com profecias belas e perdidas.
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