O sertão não é o cio:
é o osso que se expõe.
Onde o couro se distende
no sol que tudo decompõe.
O olhar pornô, brota
essa imagem sem relevo.
O sexo aqui é mecânico,
um engenho em seu desterro.
É o atrito de engrenagens,
eixo, ferro, graxa, dente.
O prazer que não flutua:
ferra a carne, rudemente.
Corpo contra corpo, enfim,
como a pedra contra a pedra.
Onde o que é bicho se cala
e o que é mineral se esmera.
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