-Não como método apenas, mas vigília,
o saber cava arquivos sob a poeira,
onde a crítica afia sua lâmina fria
e a razão pesa o mundo em balança inteira.
Mas há — sob o rigor e a bibliografia —
um pulso elétrico, um sopro inaugural:
energia que rompe a arqueologia
e devolve ao verbo um risco vital.
Frescor de estilo: água em pedra antiga,
força lírica que insiste, subterrânea,
contra o tempo que corrói e castiga.
Assim a obra arde — chama que examina:
não só prova, nem tese que se encerra,
mas canto que pensa e pensa em ruína.
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