Por trilhas rochosas e vales de mágoa,
Eu vi seu espírito, curvado pela água.
Seu manto, esfarrapado pelo espinho e pela névoa,
Sua alma, marcada pelo antigo medo.
Você cruzou pontes,
enfrentou sombras, carregou um peso
pesado sozinho.
Noite após noite, a vigília do destino
Pousou sobre você, um fardo sem tino.
Mas agora a jornada, por um instante, se finda,
Sob o céu azul, onde a paz nos inunda.
Descanse aqui, viajante. Sente-se perto da fogueira, sinta o calor.
Deixe que o fogo que dança, em chamas douradas,
Queime o cansaço das eras passadas.
Pois aqui, onde os rios cantam a sabedoria,
O tempo flui suave, sem pressa ou agonia.
Batidas suaves, música relaxante, Sons medievais pacíficos te cercam.
Não temas a escuridão que a brisa murmura
; São os ecos da floresta que cura.
A música da água, a harpa que nos chama, É o bálsamo élfico que a alma reclama.
Solte o que o prende, o fardo que o dobra,
Pois a paz que buscava, aqui se desdobra.
Durma, pois o amanhã trará um novo alvorecer,
E um coração renovado para o que há de vir.
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