Madalena não tem chapéus.
O vento penteia seu cabelo
com dedos de sal.
Quer ver o mar,
mas o mar dorme longe,
sob os telhados da aldeia.
Ela caminha —
cada passo, uma onda pequena.
Nos olhos, um barco invisível.
Quando chegar ao mar,
o vento será seu chapéu.
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