domingo, 1 de junho de 2025

Elogio a Schopenhauer e ao Oriente


Eu te saúdo, ó vulto miserando,
Schopenhauer! com teu olhar profundo,
Que viu na Vontade — febre de um mundo —
O câncer das entranhas se formando!

Foste o sábio dos vermes se arrastando
No crânio defunto e exausto do Imundo;
Tu proclamaste: — “A dor é o bem fecundo
Que a Vida, em sua febre, vai gerando!”

Mas do Oriente veio-te a centelha!
Do Veda, o Brahman, a alma prisioneira,
A Morte como um rito de epopeia...

E eu — monstro lírico, forma derradeira —
Louvo a Teu Nada, à Causa que é Parelha
Do Hindu que vê no Eu a derradeira ideia!

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