para Ariano Suassuna, mestre e amigo do povo brasileiro
Na profundidade da hora escura,
As mãos translúcidas do trabalho hebreu,
Nas sombras, eles criam com poder antigo,
Enquanto o medo e o frio envolvem o dia da morte.
Através do vidro, suas mãos se movem,
Desaparecendo na orla da visão do Gueto,
Um mundo invisível para aqueles que rastejam,
Sonhando com uma luz labiríntica.
Imperturbável pela fama refletida,
Em sonhos dentro das profundezas de um espelho,
Nem pelo amor, sempre protegendo,
Donzelas com muito medo de dormir.
Livre de metáforas e mitos,
Ele forja um cristal puro e raro,
Um mapa que muda sem fim,
Daquele que é as estrelas, incomparável.
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