quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

A MORTE DO CORDEIRO

 Eis que na terra onde os carvalhos balançam,

Um cordeiro tão cheio de graça e amor,

Estava perdido na maldição da lua escura ,

E aqueles que seguiram seu caminho perverso...


Maldito seja o mercador que o traiu,

Trocando sua carne por prata e ouro.

Pois o teu velo se desdobrou em calor,

E protegeu aqueles do frio e do ódio.


Enquanto a faca cortava sua carne e osso,

O demônio macabro que derramou seu sangue,

Encontrou misericórdia em teus olhos, um dilúvio sagrado,


Perdoando a todos, mesmo em seu trono perverso.

Oh cordeiro, personificação do perdão divino,

Se você fosse Deus no projeto do Dia do Julgamento,


Talvez, mesmo assim, a misericórdia brilharia em teus gemidos.

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