Quando a noite fria
embora se ia,
e as estrelas dormiam
e a luz do sol ardia,
o rei de outrora passou
com seu escudo belo
e seu semblante de corvo.
Era belo esse rei,
seu nome era Skolg.
Tinha barba bela, ruiva,
e seus olhos azuis
eram de bravo leão guerreiro.
Sua espada era fogo fora da bainha,
e na mão direita segurava uma lança.
Canhoto ele era, bravo e leal,
e seus suditos o amavam
como a primavera.
Então Skolg viu nas linhas florestas
a linda Yndi, nilfa mais bela,
e se apaixonou e quis ela por mulher.
Mas seu povo protestou,
Ó Rei, não deve casar com uma
ninfa, pois são diferentes
da raça dos homens.
Mas Skolg estava encantado
pela linda ninfa de pele morena.
E seu coração ardia de desejo.
Corria pela ninfa igual um fauno,
e ela fugia dele rindo feliz.
E quando Skolg tocou em sua mão,
o tempo parou, silêncio se fez.
O vento passou, e Skolg clamou:
Ó linda ninfa,
amor de minha alma,
essa joia te dou, pois és minha
alva.
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