sexta-feira, 6 de julho de 2018

Recordando



-Quero saber o seu nome.
-Pergunte a noite fria, porque irei me cobrir de carvalhos.
-Não faz frio. Ainda é meio dia.
-Adeus. Não quero mais te ouvir cantando.
-Por qué amada minha?
-Para onde eu for irei para os campos das rosas vivas.

-Não sangres tanto.
-Não sangro.
-Seus beijos de laranja aqueceram o meu coração metálico.
-Eu li seus versos na noite quente.
-Eu li seus versos na noite fria.

-Que achastes deles?
-Nada!
-Não gostastes do tom?
-Que frio. Não tem lenha, nem vento.

-Mas você escreve para mim, meu amado?
-Meu nome estava escrito naquela árvore.
-Quanto sangue de morte.
-Quanta morte.
-E o amor? 
-Era feito de vidro.
-E se quebrou.

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