segunda-feira, 8 de junho de 2026

O Menino Palito Que Destruiu o Natal (E Ficou Feliz)


Lá na Cidade-do-Pé-no-Chão, morava o menino Palito,

O ser mais magro do mundo, magro até o infinito!

Era tão fino que parecia desenhado com pressa,

Mas por dentro, oh boy, que bagunça! Que peça!


O Palito odiava o Natal, odiava de verdade!

O cheiro de peru assado? Pra ele, só crueldade.

As luzes piscando? "Um pisca-pisca imbecil!"

Os presentes embrulhados? "Papel no lixo, um canil!"


"Eles cantam!" ele rosnava, sua voz uma farpa.

"Eles cantam tanto que minha cabeça se harpa!

Comer e cantar e rir e presentear,

Isso tudo tem um fim: eu vou os amolar!"


Então, na véspera de Natal, com um plano nefasto,

Palito escorregou pela chaminé como um rastro.

(Fácil pra ele, que cabia num canudo, o coitado!)

Ele roubou os brinquedos, cada um, muito bem guardado.


Ele roubou os perus e os pudins e as tortas!

Arrancou as meias penduradas nas portas!

Limpa a árvore de Natal, sem luz, sem estrela,

Deixando a sala vazia, pra todos vê-la.


"Ooh-hoo-hoo!" ele riu, no topo da colina.

"Eles vão acordar amanhã e ver sua rotina

De presentes roubados e comida sumida!

Vão chorar todos juntos, com a alma ferida!"


Mas...


...no dia seguinte, o que Palito ouviu

Não foi um choro, um lamento, nem um gemido vadio.

Foi um som que subiu, do Vale-do-Pé-no-Chão,

Uma canção de Natal! Um cântico de emoção!


"Eles... eles estão cantando?" sua magreza tremeu.

"Apesar dos brinquedos que eu tirei, e o que Deus deu?"

Eles cantavam sobre alegria, e paz, e amor,

Sem presentes, sem perus, sem nenhum rubor!


E o Palito, o Palito, lá no alto, em pé,

Sentiu algo estranho, algo novo, oh boy!

Não foi sua magreza que mudou, foi sua fé!

Seu coração Palito — que era pequeno e ruim —

Cresceu três tamanhos (o que é muito pra um sim!)


Ele viu o Natal, o verdadeiro Natal, afinal,

Que não era sobre coisas, mas algo vital.

E o Menino Palito, agora com um sorriso gigante,

Estava feliz! Mais feliz que um elefante!

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