Na sombra do bordel, sob o gás incerto,
Beijo os mamilos de ébano e negrume,
Onde a vida se exala em vago lume,
No vácuo desse peito, o nada aberto!
Sinto, ao sugar, o fluxo, o sangue incerto,
A biologia em pleno seu costume;
E, ante o éter fatal, o meu volume
Busca na morte o repouso do deserto.
Oh! Pele retinta, arcabouço de seda,
Onde a matéria em átomo se enreda
Numa embriaguez de células e febre!
É o fim, é o nada, a carne que se esvai,
No gozo estéril onde o mundo cai,
Nesta agonia que o desejo abrebre!
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